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≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 28.9.12

Se as pessoas

Se as pessoas dissessem tudo o que pensam, ficariam muito mais tempo caladas.

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 18.9.12

Ir além

Talvez conquistado pela beleza concisa da frase, acredito sem reservas no provérbio: "há mais marés que marinheiros". Ainda assim, com certeza muito menos que sapatarias na baixa de Coimbra.

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 5.9.12

"It's ok all you men out there, you can cry to this."

≡≡≡≡≡≡≡≡≡≡ 4.9.12

Literatura de poucas viagens

Há uns dias, ao folhear o jornal, descobri que um dos livros que li nas férias ("Gosto disto aqui" de Kingsley Amis) acaba de ser reeditado pela Quetzal. É tão raro encontrar-me sincronizado com o movimento editorial português que sinto que não posso desperdiçar esta oportunidade de avançar na crista da onda com o meu comentário. Tal como outros notaram, também eu reparei que "Gosto disto aqui" não é um grande livro, mas quem me dera que todos os livros falhados fossem assim tão bons. Embora a história seja pouco aprimorada e carregue um grama quase irrelevante de mistério, há  incontáveis parágrafos de boas embirrações com isto e aquilo, quase todas pela voz de Bowen, uma personagem forçada pelas circunstâncias a abandonar Inglaterra e a relutantemente passar a maior parte do romance em Portugal, nos anos 50, durante a ditadura de Manuel Loff. Apesar de nem sempre os tiros de Amis serem certeiros, sobrevivem algumas observações sobre a nossa pátria que me fizeram rir (a minha forma preferida de acomodar uma ideia).  Esta em especial, na pág. 158 da edição da Cotovia:

"Toda aquela geografia e biologia, que faziam as pessoas comportar-se como se tivessem inventado o país em vez de viverem apenas nele."

O José Gil não fala assim.

Sob a calçada, o mercado

Se eu fosse um magnata russo ou um sheik do Catar com o dinheiro necessário para comprar um clube de futebol profissional e almoçar bem - e tudo indica que não seja nenhuma dessas coisas - gostava de juntar, no mesmo ataque, Cavani, Falcão e Jovetic, três jogadores que têm sempre a imaginação alinhada com a baliza e que nunca limpam os pés antes de entrar na grande-área. Foi algo que me ocorreu hoje, enquanto almoçava apressadamente e mal, e o tempo parecia óptimo para me transformar num magnata russo ou num sheik do Catar. Estou um pouco cansado dos duelos ao pôr-do-sol entre Ronaldo e Messi, e ainda mais da paciência infinita de Xavi e Iniesta, enquanto catalogam todos os buracos na defesa contrária (embora goste muito de todos eles, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza).

Cinema



Quando este filme de Antonioni chegou às salas, os franceses, que já eram muito franceses em 1955, em vez de optarem pela tradução mais directa que transformaria Le amiche em Les amies, escolheram o título Femmes entre elles, não como quem escolhe um título mas como quem procura o vinho certo para um prato, acho eu. Com esse maravilhoso desvio, simplificaram também a vida de quem quer escrever sobre o filme, pois, neste caso, com três palavrinhas apenas se chega ao fundo sem que ninguém abandone a superfície, onde os mamíferos e a prosa respiram melhor: Femmes entre elles. É mesmo isto. Está óptimo. Zás.